Os reformadores diziam ter uma missão divina.
Ora, ou os reformadores tinham uma missão divina mediata ou imediata.
Missão mediata é aquela recebida de outrem que já a possui, sendo, portanto ordinária. Imediata é a missão recebida diretamente de Deus, sendo dessa forma extraordinária.
Se os reformadores tivessem uma missão mediata, ou a teriam recebido da Igreja, ou a teriam recebido de outrem [alguns diziam que do povo].
Pela Bíblia, vemos que o povo não tem poder para dar missão a ninguém, portanto essa hipótese está descartada. Então, se fosse mediata a missão dos reformadores, eles teriam que tê-la recebido da Igreja.
Ora, ou a Igreja estava certa ou estava errada: os reformadores diziam que a Igreja estava errada, e então não poderiam ter recebido uma missão divina de tal instituição; mas se a Igreja estava certa, então os reformadores são hereges, pois dela se separaram.
Logo, a missão dos reformadores não podia ser mediata.
Vejamos então se a missão dos reformadores podia ser imediata.
Ora, a missão é imediata se recebida diretamente de Deus.
Assim, Moisés recebeu uma missão imediata na sarça ardente, a de libertar seu povo do cativeiro egípcio. Cristo também recebeu uma missão imediata, e sendo o próprio Deus, a recebeu do Pai.
O que é necessário para provar a legitimidade de tal missão?
Milagres e profecias.
Moisés fez milagres e profetizou. Cristo, mesmo sendo Deus, também os fez para provar que era verdadeira sua missão. E a Igreja, Corpo Místico de Cristo, durante toda sua história tem sido acompanhada de milagres e de profecias.
E os pseudo-reformadores do século XVI?
Nada. Nem milagres, muito menos profecias.
Logo, a missão dos reformadores tampouco pode ser imediata.
Se a missão protestante não é nem mediata nem imediata, segue que a missão protestante é falsa.
[extraído de www.montfort.org.br]